Justiça decreta prisão preventiva de guarda municipal suspeito de matar ex-companheira e vereador

A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção do guarda municipal Francisco Fernando de Oliveira Castro, suspeito de assassinar a tiros a ex-companheira Penélope Brito, comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, e o vereador Thiciano Ribeiro, em Teresina. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (28), durante audiência de custódia, conforme informou a defesa do acusado.

Francisco Fernando de Oliveira Castro. Foto: Reprodução

O crime ocorreu na manhã de quarta-feira (27), no Centro de Teresina, próximo a um hospital particular. Um taxista que estava no local foi atingido por estilhaços, mas não corre risco de morte.

Segundo a Polícia Civil, o crime teve motivação passional. Penélope e Francisco estavam separados desde março, e ele não aceitava o fim do relacionamento. Após o duplo homicídio, o suspeito foi preso em flagrante no bairro Parque Piauí, após buscas das forças de segurança.

Em depoimento, familiares afirmaram que o acusado confessou o crime por telefone e relatou sentir-se humilhado após a separação. Francisco permaneceu em silêncio durante interrogatório e alegou abalo emocional.

A delegada Nathália Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do DHPP, informou que ele pode responder por feminicídio, homicídio qualificado e crime de perigo comum.

Durante as diligências, a Polícia Militar apreendeu um arsenal de armas em um imóvel ligado ao suspeito, em Parnaíba. Foram encontradas três pistolas (calibres .380, .22 e 9mm), carregadores, coldres, uma carabina de pressão, munições e acessórios.

As vítimas foram identificadas como:

Guarda municipal suspeito de matar comandante da GCM e vereador de Parnaíba é preso – Foto: Reprodução

Thiciano Ribeiro da Cruz, 41 anos, vereador suplente do PL em Parnaíba, advogado e ex-secretário municipal de Transportes;

Penélope Miranda de Brito, comandante da Guarda Municipal de Parnaíba, ex-secretária interina da pasta de Transporte e Segurança, mãe de um menino de 5 anos.

O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que analisa imagens e depoimentos para concluir o inquérito.

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