O ex-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, confirmou nesta quarta-feira (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a cobrança de valores relacionados à liberação de recursos federais destinados à saúde do município. O depoimento foi o primeiro na ação penal contra os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e o suplente Bosco Costa (SE), todos do PL, acusados pela PGR de desvio de emendas parlamentares. As informações são do site Metrópoles.
Eudes relatou que, em 2020, cerca de 40 dias após o município receber os recursos, o agiota conhecido como Pacovan (morto em 2024) foi até seu gabinete, acompanhado do ex-prefeito de Água Doce do Maranhão, Antônio José Rocha Silva, e disse ter conseguido a verba, cobrando para “acertar o meu”.
“Aí eu disse: ‘O seu? Nunca te vi, nunca acertei nada com você, e não tenho nada a acertar com você’. Nisso, ele tentou começar a se identificar quem ele era (…) talvez para me amedrontar”, disse o ex-prefeito, segundo o Metrópoles.
De acordo com a PGR, a cobrança seria de R$ 1,6 milhão, equivalente a 25% das três emendas enviadas ao município.
A acusação aponta Josimar como líder do esquema, com Pastor Gil e Bosco Costa no braço político e Pacovan como operador das cobranças. Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam articulações entre os parlamentares para direcionar verbas e facilitar a atuação do agiota. As audiências conduzidas pelo ministro Cristiano Zanin seguem até 22 de agosto.
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